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sábado, 26 de abril de 2014

Rui Costa ataca diz que representa o novo e ataca a oposição no Estado

Em ritmo intenso de viagens pelo estado, o pré-candidato ao governo pelo PT, Rui Costa, sinalizou o clima de acirramento da pré-campanha ao atacar ontem a chapa de oposição, liderada por Paulo Souto (DEM). Além de direcionar suas armas críticas para o ex-governador, o petista também ironizou o líder peemedebista e pré-candidato ao Senado, Geddel Vieira Lima. O apadrinhado do governador Jaques Wagner (PT) demonstrou ontem, em entrevista à Rádio Metrópole, que vai entrar com muito fôlego para a disputa.
Rui debochou do processo dos adversários ao dizer que Geddel não teve a candidatura ao governo aceita.  “Como cidadão, eu percebi que uma pessoa queria muito ser candidato a governador, trabalhou firme e duro para isso, mas o grupo dele disse: - Nós não confiamos em você e não queremos você para ser candidato. Se quiser tem a vaga para o Senado. Já o outro disse que não queria, provavelmente pelo cansaço, talvez, porque foi nos últimos 24 anos candidato a majoritária em todas as eleições. Concorreu em 1990 a vice-governador, em 94 a governador, 98 a senador, em 2002, 2006 e 2010 novamente a governador e agora em 2014 também. Não posso dizer que nenhum cidadão baiano vai considerar isso uma novidade”, disse.
O pré-candidato insinuou que a comparação será uma de suas estratégias. “Nós vamos comparar o passado, 24 anos de candidatura com o novo e a construção do futuro da Bahia. O governador Jaques Wagner construiu uma base sólida sobre a qual eu quero erguer a nova Bahia”, frisou.
Petista destaca vinda de Dilma na terça
O petista revelou uma postura mais combativa ao sinalizar que não vai temer a avaliação de suposto desgaste do PT. “Se há fadiga e cansaço, então eu estou numa vantagem enorme, pois são 24 anos de candidatura contra a minha que eu nunca fui candidato, nunca governei a Bahia. A partir do dia 05 de julho vou pedir a oportunidade ao povo da Bahia, de alguém que é filho de metalúrgico, de uma dona de casa, doceira, que sempre estudou em escola pública”, disse.
Rui avaliou com naturalidade a postulação da senadora Lídice da Mata (PSB) ao governo baiano ao frisar que gostaria de tê-la ao seu lado assim como o governador Wagner pôde contar em 2010. “Eu enxergo a candidatura da Lídice como uma necessidade de seu partido, que colocou um candidato a presidente da República”, afirmou, negando que seria uma candidatura auxiliar à sua. Ao falar sobre a chapa composta por João Leão (PP) na vice e Otto Alencar (PSD) ao Senado, o postulante ao Palácio de Ondina destacou que se tratava de um time. “Evidente que montamos uma chapa com pessoas que têm características diferentes, mas que se complementam. A contribuição será complementar na chapa”.
Ele deu destaque à visita, à Bahia, da presidente Dilma Rousseff na próxima terça-feira. A chefe executiva vai estar a partir das 9 h em Feira de Santana, quando vai fazer a entrega de 260 máquinas e equipamentos para prefeituras. “Ela vai anunciar vários sistemas de abastecimento de água, dando ordem de serviço também para a obra do programa de Águas do Sertão, que fica na região de Euclides da Cunha”.
Rui frisou que a presidente pode fazer uma surpresa ao divulgar também “uma obra muito importante para o norte da Bahia, na macrorregião de Senhor do Bonfim e Jacobina, que é o canal do São Francisco, chamado o Eixo do sul”. Segundo ele, essa obra pode começar a ser executada ainda este ano. 
Dilma vai inaugurar também 1.500 unidades do Minha Casa Minha Vida. Na quarta-feira, a dirigente vai entregar casas em Camaçari. Lá, conforme Rui, é grande a preocupação do governo com a necessidade de melhorar o abastecimento de água e o esgotamento sanitário, devido à expansão imobiliária do Litoral Norte.

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